
Você pode ter ido à Pajuçara dezenas de vezes, tomado uma jangada, mergulhado nas piscinas naturais e fotografado o mar de Maceió sem imaginar que, ali perto, existe uma história de 137 anos. Nos arrecifes da praia estão os vestígios do Mundahú, um vapor que fazia parte da navegação comercial do Nordeste no século XIX e teve sua última viagem interrompida em julho de 1889. (História de Alagoas)
Um navio que fazia parte da vida de Maceió
O Mundahú pertencia à Companhia Pernambucana de Navegação Costeira por Vapor e não era uma embarcação qualquer.
O vapor transportava passageiros, mercadorias e até correspondências. Em uma edição do jornal O Orbe, de março de 1889, poucos meses antes do acidente, há registro de que o Mundahú estava no porto de Jaraguá e seguiria para Penedo e Aracaju. (Hemeroteca Digital)
Na sua última viagem, o navio saiu do Recife em 22 de julho de 1889. Chegou a Maceió no dia seguinte e recebeu a chamada “mala postal”, antes de partir rumo a Penedo durante a madrugada de 25 de julho. (História de Alagoas)
E foi aí que a história mudou
Ao passar pela região da Pajuçara, o vapor acabou atingindo os arrecifes.
O acidente aconteceu há 137 anos, mas seus vestígios continuam incorporados à paisagem.
Relatos históricos indicam que a carga foi salva, embora com avarias, enquanto o casco foi considerado impossível de recuperar. Hoje, partes da estrutura de ferro podem ser observadas em determinadas condições de maré. (História de Alagoas)
E existe uma curiosidade que torna tudo ainda mais surpreendente:
quando você estiver olhando para as piscinas naturais da Pajuçara, pode estar olhando para um lugar onde um navio do século XIX encontrou seu destino.
Pajuçara guarda mais de um naufrágio
E o Mundahú não está sozinho.
Outro naufrágio conhecido na região é o Draguinha, que afundou em 14 de julho de 1961, a aproximadamente sete milhas da Pajuçara e cerca de 30 metros de profundidade. O local é procurado por mergulhadores. (7Segundos)
Ou seja: a Pajuçara que os turistas conhecem pelas piscinas naturais também guarda uma história marítima que atravessa gerações.
Talvez essa seja uma das histórias mais curiosas de Maceió:
há 137 anos, um navio fazia sua última viagem pela costa nordestina. Hoje, seus restos permanecem diante de uma das praias mais visitadas de Alagoas.
O Mundahú não está apenas no fundo do mar.
Ele está na memória de Maceió.
Você já sabia que existia um navio de 1889 na Pajuçara?
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E marque aquela pessoa que já foi às piscinas naturais de Maceió e nunca imaginou que estava navegando sobre um pedaço da história.
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